O que você me pede e eu não posso fazer
Assim você me perde e eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor
O que você não pode eu não vou te pedir
O que você não quer eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, difícil de encontrar
Mas quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar
No táxi que me trouxe até aqui Humberto Gessinger me dava razão
As últimas do esporte, hora certa, crime e religião
Na verdade “nada”
É uma palavra esperando tradução
Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo
Em muito pouco tempo, o fogo apaga tudo e tudo um dia vira luz
E toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos
Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio de um precipício
Era o meu corpo que caia
Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava mas nada aquecia
Ela apareceu… parecia tão sozinha
E parecia que era minha aquela solidão
Ontem à noite eu conheci uma guria que eu ja conhecia
De outros carnavais com outras fantasias
Ela apareceu… parecia tão sozinha
E parecia que era minha aquela solidão
No início era um precipício; um corpo que caia
Depois virou um vício
Foi tão difícil acordar no outro dia
Ela apareceu… parecia tão sozinha
E parecia que era minha aquela solidão
(Humberto Gessinger)
Medo de ficar nessa situação.
Hey mãe, eu tenho uma guitarra elétrica
Durante muito tempo isso foi tudo
Que eu queria ter
Mas, hey mãe, alguma coisa ficou pra trás
Antigamente eu sabia exatamente o que fazer
Hey mãe, tem uns amigos tocando comigo
Eles são legais, além do mais,
Não querem nem saber
Pois agora, lá fora
O mundo todo é uma ilha
A milhas e milhas e milhas de qualquer lugar…
As revistas, as revoltas, as conquistas
Da juventude são heranças
São motivos pras mudanças de atitude
Os discos, as danças, os riscos
Da juventude
A cara limpa, a roupa suja
Esperando que o tempo mude
Hey mãe, eu já não esquento a cabeça
Durante muito tempo
Isso era só o que eu podia fazer
Mas, hey hey mãe!
Por mais que a gente cresça
Há sempre alguma coisa que a gente
não pode entender
Por isso, mãe
Só me acorda quando o sol tiver se posto
Eu não quero ver meu rosto
Antes de anoitecer
Pois agora lá fora,
Todo mundo é uma ilha
A milhas e milhas e milhas…
Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes
(Humberto Gessinger)
É impressionante como essa música de quase 25 anos atrás torna-se cada vez mais condizente com a realidade atual. Numa geração onde a juventude não tem com o que se revoltar, a alienação fala mais alto que tudo. O reflexo da decadência intelectual é justamente a decadência cultural (Justin Bieber que o diga). Duro é ter que viver nesse meio.
People are strange when you’re strange
Faces look ugly when you’re alone
Women seem wicked when you’re unwanted
Streets are uneven when you’re down
When you’re strange, faces come out of the rain
When you’re strange, no one remembers your name
When you’re strange, when you’re strange, when you’re strange…
(James D. Morrison)
Why do people like to be all the same?
(via remembrall-)
THIS CAN’T BE TRUE.
brb moving to the moon.
And you run and you run to catch up with the sun, but it’s sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you’re older
Shorter of breath and one day closer to death





